Já fiz cartas que
escrevi as pressas
Já pintei um quadro
de dor aquarela
Parecia sangue
mas era lástima
Parecia talento
mas era lágrima
Exposto nos teus
braços, coxas e seios
toda a amargura
um deposito de anseios
Cada palavra dizia assim
"Vem pra mim"
Mas no tom da tua voz dizia
"Eu quero o fim. Só o fim"
Do caos do centro
ao terror de dentro
um turbilhão de desespero
em mares de desapontamento
Enquanto navegas no estreito
Eu cubro o que sinto com o peito
Conforme cubro a tristeza
com um sorriso bobo
Inconformado, desajustado
absurdo e tolo
Esculpe tuas palavras
em madeira nobre e num livro
Eu esculpo minhas palavras no vidro,
poesia feita de vidro.
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