Deve ser devido minha ansiedade, esse desejo de pular de uma masmorra pra voar e acabar lembrando que não tem asas. É isso, entende?
Sei lá se estou te fazendo bem. Eu só estou tentando como nunca tentei algo nessa vida. É difícil atravessar o muro do teu silêncio, às vezes de tua indiferença e teu mundo todo quebrado que prometi participar. Lembra? Algumas vezes sinto que tudo o que nós dois temos é como um delicado cristal que, com o mais fino vento, irá se trincar. Outras vezes sinto que sou capaz. Eu nunca gostei disso sabe, de não ser envolvido em muita coisa, de não ser o bastante relevante pra o que quem eu amo faz. Quem define este bastante? Eu? Meu ego? O amor? Sinceramente, não sei. Com você eu continuo não gostando, mas eu tento manter isso, porque sei o quanto vale pra mim. Num instante planejo um turbilhão de coisas felizes e boas pra gente (cada coisa bonita que você não tem noção) e depois eu me afundo num oceano de desapontamento e questionamento: Até onde isso vale a pena? Eu mesmo respondo. Até o fim. Parece uma tremenda de uma idiotice, já que (humildemente. Juro) já estive com bastante meninas, de várias idades. Sei lá, deve ser este medo de te perder e vontade de te ter.