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| De Caixa suspensa |
Casa de Ferro
Foi triste quando você me disse não, me trocou por um Cafajeste manipulativo e Obsessivo. Mesmo assim com o que, apesar de tudo, se desfez. Continuo acreditando e convicto sobre as idéias. Meus principios que me trouxeram, bem ou mal, até aqui. Não os largarei novamente, como fiz um dia. Não por você, mas pelo que eu acreditava que fosse você. Uma mancha rosa e imortal através do vidro molhado do ônibus, o cheiro de menina sobre o sol forte das tardes laranjas do Szymanski (único), a incrível arte de, mesmo com milhões, permanecer só. Foi tanto que eu te disse que nem poderia lembrar. Recordo fragmentadamente.
Receio que li 20 ou 30 livros no ano de 2008, foi intenso. Mas nenhem deles me ensinou a obliterar você e suas razões, apoiada por sua aparente frágil estrutura de gelo. Se rompeu e agora caiu sobre os braços de quem te estimulou à levantar um dia. Meus braços, seu chão, um dia foi seu sonho, sua casa de ferro.
