(As mãos na grade, os guardas lá fora,
sala onde o coração se tortura, ele é a amargura agora...
as mãos que me batem, são as mãos que me doam,
as mãos em conflitos, minhas próprias mãos...
Não vamos escapar, abaixo do piso bruto, terra.
Em algum lugar, esgotos. Mais além, inferno
além das grades, os muros, minha carne, meu corpo animal.
As miras a laser, as luzes em mim e eu nem sou a atração principal
O espelho vai refletir tudo o que, diante dele, pôr.
vai refletir o que ver, a maquiagem que oculta a dor.
Aqui nesse porão, não há novidade
tudo o que eu conhecer, não deixará de ter idade
Um corpo fechado, não é bom ou mal
é uma batalha solitária em tempo real
Muitas vezes quem vai se machucar
é o mesmo que vai se gloriar
E a espada de quem se machucou
e é a espada que vai machucar
O espelho vai refletir tudo o que, diante dele, pôr.
vai refletir o que ver, a maquiagem que oculta a dor.
Por bem ou mal, os anos passam,
e não dá pra fingir que não passaram
os riscos dos dias contados nos ossos
cegueira interna, o vél negro nos olhos)