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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Volúpia

volupia

Lâmina sedenta ao sangue,
a chuva arranhando meu telhado
ruídos de silêncio gritam, esperneiam
no quarto ao lado

E pra você
e deixei meu melhor
O melhor jeito de falar de dor
minha melhor respiração
foi um presente todo pra você

Quando busco as palavras
que buscaram exatidão
A questão agora é acreditar
ou duvidar da questão?

E de você
eu peguei seu melhor
e me liguei nessa extensão
Os desejos eu não sei decor
então porque continuar?

Sinto a brisa bater
sem eu poder alcançar
A brasa queima a pele que
se poe em seu lugar

Deito e sono não vem
vem coisas no coração
Verdades que sufocam
e lógicas sem noção.

E pra você
e deixei meu melhor
O melhor jeito de falar de dor
minha melhor respiração
foi um presente todo pra você

O reflexo do nascer do sol
no vidro da tua casa
O cheiro da lenha a queimar:
CINZA E BRASA

Me pergunto: Que fênix irá ressurgir?
Meu passado distante e irreal?
O Óbvio diante do teu nariz?
a saudade e a nostalgia que um dia sentiu?

O tempo corre sempre voraz
e você, impaciente, a olhar pra trás
Superficial, sem sonhos,
eu posso viver sem essa paz.