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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

‘Se pá!’

Eu sei que o dia pode amanhecer chuvoso
e “se pá” podemos continuar a deitar
Pode que as suas palavras venham mais pesadas do que o normal
mas “se pá” eu posso te abraçar, te acalmar.

O ontem, hoje, veio rasgando nosso pensamento
”se pá” eu e o você podemos ignorar
”Se pá” quando você quizer ficar sozinha
eu fico em casa dando toques no teu celular

Tudo pra te sentir
junto a mim
Essa força vem de nós
”se pá” é assim...

Sei que há dias cheios de tormentos
”se pá”, nós os podemos enterrar
”Se pá” se tua boca ficar longe da minha
eu vou ai buscar

Nos meus medos de palhaços, de demônios de espaços sem saída
”se pá” pegue minha mão, vem me abraçar
O futuro veio hoje a nos deixar sonhadores
”se pá” te pego pelas mãos e te levo realizar

Temos um ao outro, pra toda a festa,
pra toda a bebedeira, pra toda a euforia,
temos que aproveitar. “Se pá”, vem me abraçar.

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Esculpem as formas, esculpem os dias, se pá é o fim

Desculpem os erros, desculpem as gírias, se pá, sou ruim!


Eu não tenho a reposta

se pá, você pode tentar.

Sabe?

Deixa eu te provar
do gosto que realmente és
Deixa esse mel escorrer
nos meus lábios como você quer
Deixa eu te provar
que isso pode ser melhor
Sem deixar a perfeição
tirar o que já temos na mão
Deixa eu deixar
que viva o que pra nós é melhor
Sem deixar que a dúvida
embaralhe o que sabemos decór
Vou te perguntar quando for
se houve algo que pensou em não deixar escapar
Agora, entre os dedos e vejo você cair
Sabe, não precisava ser assim...
Vou te perguntar quando voltar
se houve algo que pensou em mudar
Agora, pelos fundos te vejo entrar
Sabe, acho que tinha que ser assim...
Você e eu do jeito que é
sem dúvidas, sem justificar
mas sei que nunca fiz demais
nem perto do que é te agradar
Tenho tanta coisa em mente
que nem sei por onde começar
Quero te ouvir falar
e sem saber o que falar
te abraçar...
Sabe? Eu sei que é assim...

Atitude

 

Eles vão traçar a linha e nós vamos atravessá-la cada vez

a corrente não vai suportar a coleira e a coleira não vai suportar a vontade

de correr para todos os lugares que vocês temem nossa presença,

porque nós não temos habitat, nós não temos costumes ou idade

 

Sangre sua atitude

grite sua atitude

cultive algo que te salve

capacite o poder com os dedos

 

Eles vão bolar os bons modos, o apartheid e o status quo

e nós vamos lhes mostrar o caos que aloja na necessidade do prazer

Nós não queremos sua comida roubada dos povos da aldeia da liberdade

Vocês vão queimar, vão implorar e nós todos vamos ver…

 

Sangre sua atitude

grite sua atitude

cultive algo que te salve

capacite o poder com os dedos

 

Quando eu não estou você entra nos olhos para roubar

a fé, os movimentos, a revolta e espalhar medo onde não há

Quando eu estou encravado nas suas artérias

eu posso olhar para tudo o que passou e não estar lá…

 

 

Eu sou sua atitude

 

 

atitude n

Se fosse verdade…

Quantos amigos teria se dissesse a verdade?

Quantos sorrisos arrancaria se contasse minhas verdadeiras piadas?

Será que gostariam se eu tocasse, triste, minha guitarra?

Será que beijaria garotas sem roupas perfumadas?

Quantos gritos eu ouviria se te falasse em outros tom?

Que tipo de atitude teria se ouvisse outro som?

Será que o futuro seria bem mais fácil de lidar

se eu fosse alguém para se adequar?

Quantos ‘não’s eu iria ouvir se te tratasse sempre assim?

Quantas vezes eu cairía se tu me desse a tua mão?

Será que essas noites frias seriam diferentes?

Seriam essas mentiras, bocas sem dentes?

Quantos sapos terei que engolir para começar a saltar?

Quantos mentiras vou saborear e ficar a aceitar?

Será que eu vou continuar a mentir?

Será que serei forte até isso sumir?