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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Não me falta a certeza de que te quero
não me falta nada, nem sorte, nem dinheiro, nem juízo.
Só me falta a tua presença, um grão de certeza de que você existe de verdade
e não foi só uma vista e umas palavras numa tarde de carnaval no centro da cidade

Hoje preciso,
preciso do teu olhar pra me vigiar
do teu sorriso pra me guiar
e das tuas palavras, frescas.

Não me faltam discos, livros e pensamentos grifados
Não me faltam idéias, poesias, e algumas melodias
Não me faltam dias, meses, segundos e anos
Tenho qualquer coisa, qualquer coisa qualquer
só não tenho você, aqui, comigo.

Só por não ter você, bebo menos, leio menos, escrevo menos,
vivo menos, e você poderia ser a cura.
Tenho tudo, não me falta nada, nem arroz e feijão, nem carne, nem salada.
Me sobra aflição, ausência, ansiedade de teu beijo, o primeiro beijo que nunca chega.

Minha vida, nos últimos dias, foram rever possibilidades de perder e de ganhar. E esqueci que seria mais simples acreditar. Aliás, porque contamos os dias como últimos dias vividos e não como os primeiros á viver? Isso machuca menos? Ou possibilita salvação?