Eu quero tanto álguém
quero de coração
Com o coração de álguém
que vive sem norte,
como alguém que quer a morte
dessa demasiada solidão.
Eu quero alguém como ela
que mesmo nessa finita cela
eu seja livre como a erupção de um vulcão.
Quero alguém que não seja a tampa da minha panela
quero janelas abertas pra arejar esse porão.
Não quero alguém firme e certa,
quero a acesa vela pra iluminar essa escuridão.
Quero o medo da perca, da queda e da derrota
Quero teu cheiro doce, teu pescoço e tua mão me dão a rota.
Quero teu bem querer, teus segredos e teu movimento
como alguém que não é remo na onda, mas vento.