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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Alguém



Eu quero tanto álguém
quero de coração
Com o coração de álguém
que vive sem norte,
como alguém que quer a morte
dessa demasiada solidão.

Eu quero alguém como ela
que mesmo nessa finita cela
eu seja livre como a erupção de um vulcão.

Quero alguém que não seja a tampa da minha panela
quero janelas abertas pra arejar esse porão.
Não quero alguém firme e certa,
quero a acesa vela pra iluminar essa escuridão.

Quero o medo da perca, da queda e da derrota
Quero teu cheiro doce, teu pescoço e tua mão me dão a rota.
Quero teu bem querer, teus segredos e teu movimento
como alguém que não é remo na onda, mas vento.

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