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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Cronômetro

 

Todas as palavras
vem em minha cabeça as vezes
Não há como afastá-las
elas estão por anos e meses

Convencendo-me, tanto que
parecem outras pessoas
Mas são dois pensamentos,
distintos e distantes

Porque tantos meios
de fazer o que sabemos tão bem?
As discussões estavam acontecendo
eu não podia evitar, nem resolver

Quem vai apontar a flecha
para o trono dos nossos pensamentos?
Quem vai colocar em risco
nossa Herança dos Dias?

Quantas pestes do tempo
entraram pelos ralos da pía
e devorarão nossas idéias
nossas palavras, nosso dia?

Num parque fosco e distante
nossos lábios assionam o cronômetro
Nenhum de nós poderia evitar
o Big-bang dos nossos corações

Eu não sei se quero
ir para longe ou lhe trazer devolta
depois de toda a sua insensatez,
não mais, não mais...

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