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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Silêncio!

 

Não há tempo para regras,

Nem tempo para a pressa.

Então apresse-se a viver mais devagar.

Beba para não se embriagar.

Não compre a primavera que vendem nos mercados

Nem avance a saída que há em todos os lados

Dias fristrantes passam sem dificuldade

desde que, neles, sejam criados longos hábitos.

Não há tempo para regras

Nem regras para a fome

Então apresse-se a viver mais devagar

Não beba água para não chorar.

Não chame tudo o que parece verdade, de amor

não confunda sentimentos, com longos hábitos à dois.

E se você não lembrar o que vem depois do ‘eu não sei’

espere acontecer, aceite como é, e diga ‘eu te falei’.

 

Silêncio! Aqui não há nada que eu queira explicar…

Aqui não há nada que eu possa explicar…

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